12 outubro, 2014

28 setembro, 2014

A verdade é que


...sempre te amei.


Nunca fui pessoa de acreditar no destino, muito menos em amores à primeira vista, almas gémeas perdidas pelo mundo à espera de se encontrar... Mas a verdade é que te amo, desde sempre, e nem o sabia.

Naquele dia, estava sentada num banco à porta do bufete com a Alice, que namorava com o Vasco. Estávamos a três dias do dia dos namorados e eu tinha escrito um postal para o Pedro. Falava com a Alice sobre o postal, se devia entregá-lo ao Pedro ou não. Ao contrário da Alice, que era muito namoradeira e andava sempre atrás de rapazes bonitos, eu era recatada. Não me entregava a nenhum rapaz só por achá-lo bonito. Importam-me muito os sentimentos. A Alice nunca me julgou pelas minhas escolhas nem eu a ela. Sempre nos apoiamos mutuamente e era isso que ela estava a fazer naquele dia. Dizia-me que eu devia seguir o meu coração... As minhas dúvidas eram tantas! Tinha um medo avassalador de cometer um erro, como se aquele postal pudesse baralhar as forças do universo para sempre.

A Patrícia não era da mesma opinião. Sempre me disse que o Pedro não era rapaz para mim, que os nossos mundos eram diferentes. Eu ficava chateada quando a Patrícia me dizia essas coisas porque ela tem sempre razão... Aquele sexto sentido... 

Mas voltemos ao bufete. A Alice e eu falávamos dos meus sentimentos pelo Pedro quando a Marta chegou, contigo. A Marta apresentou-nos e a única coisa que me lembro de a ouvir dizer foi "Este é o meu amigo Tiago". E ali estavas tu, de pé a olhar para mim. Ouviu-se o toque de entrada para as aulas e não sei bem o que aconteceu a partir daquele momento. Não me lembro do dia em que nos voltamos a cruzar ou voltamos a falar. Lembro-me que naquele momento algo me disse para não entregar o postal. E não entreguei.

Sempre te vi de uma forma que não sei explicar. Há algo em ti que não existe em mais ninguém. É como se todas a forças que fazem mover o mundo soubessem de um destino traçado para nós. Em nenhum livro se aprende a escrever histórias de amor...

Passaram-se anos desde o dia em que te conheci e o dia em que nos começamos a conhecer verdadeiramente. Há dias em que ainda tudo parece um sonho. Mas não é... É bem real! E é tão maravilhoso!

Há alguns falei com a Alice. Ele tem passado um mau bocado. Depois do Vasco e de vários outros namorados, assumiu uma relação séria com o Alfredo, que é bom rapaz e muito apaixonado. Já há vários anos que namoravam e fiquei surpreendida ao saber que terminaram. A Alice apaixonou-se pelo Rui, um rapaz que conheceu no seu novo emprego. Contei-lhe sobre nós. Nunca lhe tinha falado antes. Ela desconfiava desde aquele dia em que nos viu juntos naquele bar da praia. À Patrícia ainda não falei. Mas tenho a certeza que ela verá de imediato a felicidade que irradio!

Tudo isto para te dizer que te amo (e que as estrelas se emarenharam para que os nossos caminhos se encontrassem e seguissem entrelaçados)!


MariaPapoyla
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19 agosto, 2014

No dia em que...


...decidimos o futuro, alheios a tudo o que acontecia na escuridão e das janelas que nos pudessem observar, entregamo-nos e prometemos que tudo haveria de correr bem.

Não é pecado nenhum amar-te. Pecado seria não abraçar o teu abraço, não te acariciar a face, não deixar que todo o meu corpo entrasse em combustão quando me entrego em beijos. Pecado seria não amar-te como se todos os dias fossem o primeiro dia das nossas vidas, com o mesmo amor, a mesma entrega, com as mesmas borboletas e o mesmo sem folgo da primeira vez.

Caminhar ao teu lado de mão dada, olhar para ti, os teus olhos verdes… Oh… Os teus olhos verdes… O cheirinho a ti no meu carro no dia seguinte.

Que especial tornas o meu dia. Os meus dias. Que especial és. Que especial me sinto.

Como se quantifica o amor infinito? Como te mostro o quanto gosto de ti se este gostar não tem fim?

Amo-te mesmo quando me falta as forças porque existe sempre dentro de mim uma força que é amar-te. Quando digo que te amo desde aqui até às estrelas, não sei verdadeiramente a distância. É o mais longe que os meus olhos conseguem ver. É como o mar a perder-se no horizonte. Não se lhe vê o fim.

Gosto de ti a quantidade de estrelas que há no céu. Gosto de ti como o tempo das estrelas que há no céu. Às vezes há pedaços dentro de mim que morrerem e pedaços dentro de mim que nascem. Só nunca morrem as borboletas.

Aprendi que é preciso os pedaços gastos de dentro de nós morrerem para nos tornarmos livres e abrirmos espaço para coisas boas entrarem. Os pedaços de amor que me dás, transformo-os em borboletas.

Aprendi que o amor é aquilo que estamos dispostos a dar e aquilo que estamos dispostos a receber.

As borboletas…

A tua respiração no meu pescoço e o teu coração a bater contra o meu peito. Os teus braços a abraçarem-me forte. As tuas mãos a percorrerem o meu corpo. O teu sorriso. O teu perfume.

És o miúdo mais giro da minha vida! Oh, se és… Como poderias não ser?

Obrigada pelo amor que me fazer sentir por ti. Dizes para não te agradecer, para não te pedir desculpa. Eu não sei ser de outra maneira. Não sei amar-te sem te agradecer por isso. Não sei não te pedir desculpa pelas vezes em que possa parecer que não me sinto amada.


Meu amor. Meu soldadinho de chumbo. Miúdo mais giro da minha vida.

MariaPapoyla

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04 julho, 2014

Que droga que é...


...o amor.

Num dia, o sol nasce, como todos os outros dias. O sol é uma certeza, mesmo nos dias nublados. 
Num dia, passamos uns pelos outros, só por nos cruzarmos no caminho.
Num dia, descobrimos que tudo o que pensávamos saber sobre o amor é, afinal, um lugar desconhecido. Talvez nunca venhamos a saber o que é, talvez nem seja um lugar seguro. seguro.

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Maria Papoyla

28 março, 2014

Com o teu sorriso chegou...


...a primavera. Chegou como uma rosa a florescer no coração, sem espinhos. Os dias nascem sem esforço e leves. O tempo é azul, da cor do mar infinito, e do rio que corre sem pressa. Não há para onde ir, nem onde ficar. Apenas estar, ser e saborear.

Que seja longo o caminho, mas que não se ande à deriva e que seja curta a distância entre nós. Que nos separe apenas a distâncias de duas mãos entrelaçadas, e que segurem sempre o amor. Que abracem, que ajudem a levantar. Que não se perca de vista o olhar, que não caiam as lágrimas e que não se fechem os olhos na tempestade. Que não se gastem os sentimentos em palavras, que não se esqueça o que foi dito, que não fique nada por dizer.

Que seja assim hoje, que seja assim amanhã, que seja assim enquanto for primavera. Porque se assim for todos os dias, será primavera o resto da vida.

MariaPapoyla
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